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A Band com o seu Grammy Latino "Made In Brazil".
Postado em 17 de Novembro de 2008 às 07:36
Assistir ao Grammy Latino via internet foi uma das experiências mais engraçadas para mim que aconteceram este ano. Sem brincadeira, não falo apenas por aquilo que todos vimos. Falo pelas coisas que se decorreram comigo até apertar o play no meu notebook.
Para esclarecer melhor, o Grammy Latino é um prêmio criado pela indústria fonográfica norte-americana que, ao ver a profusão e consumo da música falada em espanhol e, entendendo que o público latino residente nos Estados Unidos é um consumidor em potencial, se viu na necessidade de criar este prêmio. Além disso, para vocês que ainda não sabem, o espanhol é, acreditem se quiser, é língua oficial dos estado-unidenses, ao lado do inglês.
E, pode não parecer, mas nós, brasileiros, somos sim latino-americanos. Algumas vezes tende a se confundir que nós não somos latino-americanos por não falar em espanhol. Aliás, meio que somos quase que um continente à parte, mas isso nos trás alguns privilégios, e no caso do Grammy Latino, os privilégios se traduzem em 8 categorias específicas para o nosso país. Daí a Band pensou o seguinte: ao invés de deixar que o pessoal lá em Houston, onde aconteceu a premiação deste ano, faça o anúncio dos vencedores de forma simplória e sem os vencedores presentes, vamos fazer uma festa bem incrementada, aos moldes do Prêmio Multishow e do VMB da MTV. Foi aí que começaram os problemas. Os meus e os da Band.
Os meus problemas? Bom, eu resolvi ligar a tv na Band e buscar em alguns sites onde estava sendo transmitido a premiação na íntegra. O pessoal aqui na minha cidade acha que eu sou um E.T., porque parece que sou o único que gosta do Grammy Latino. Enfim, eu tenho umas manias estranhas para ver estas premiações: fazer um lanchino básico, me postar na frente da tv e do PC e mandar ver! Resolvi fazer um creme nacho para comer com Doritos. Que besteira que fiz! Como é complicado fazer creme nacho! Mas, após vencer a batalha, fui dar boas risadas com o "pré-game" do pessoal do CQC (fora a gafe do Danilo Gentilli com a Pitty). Aí, transmissão rolando, tanto aqui quanto em Houston... e a cada minuto, deveria ter ficado apenas com a transmissão da internet.
Peraí! Trouxeram o prêmio para o Brasil para que alguns vencedores não comparecessesm, outros não pudessem dar discurso de agradecimento e alguns deles receberem prêmio trocado? Fala sério! A Band já foi melhor, quando se chamava Rede Bandeirantes (é, estou ficando velho e saudosista), tinha mais prestígio e, com certeza, em programas ao vivo não aconteceriam estas coisas. O pessoal do Grammy deve olhar para isso e pensar duas vezes antes de permitir estas coisas.
E, não à toa, as pessoas vem recorrendo com cada vez mais freqüência às transmissões online. Assisti ao Grammy (o verdadeiro, o de Houston) com boa qualidade, sem muitos cortes, com boa qualidade de som, e sem Daniela Cicarelli, o que foi ótimo. Muita gente está desistindo de ficar na frente da tv não só pela liberdade que isso oferece, mas também porque a tv aberta brasileira está com uma qualidade deplorável.
Ah, e vale a pena sim você buscar na internet músicas de Juanes, Julieta Venegas, Soda Stereo, La Ley e derivados. Ficamos meio que segmentados num mundo onde os latino-americanos musicalizados se resumem em Ricky Martin e Shakira. Abrir a mente para novas sonoridades só nos faz crescer. E, por favor, empreguem seu tempo e seu dinheiro na possibilidade de ver tv pela internet. Afinal, todos vocês já fizeram isso com música. Pra vídeo, é um pulo! Ou um clique!



